quinta-feira, 6 de agosto de 2009

E se algo me acontecer...

Se algo me acontecer, não haverá mão vivente para apoio. Acontecerá. Não me amedronte com seu medo, já tenho aqui o suficiente para mil de mim, caro amigo!

Eu deveria estar sob as asas de alguém, deveria esfregar a ponta do nariz na bochecha de outrem. Não estou. A constatação já é pesada o suficiente, não me jogue o peso das suas palavras.

Pode ser que a febre chegue. Pode ser.

Se chegar, e chegará algum dia, terei de encará-la, assim como encaro a conta de luz: não sei o que aconteceu ali, não a compreendo, mas tenho de fazer algo em relação à isto!

Melancólica como sou, quando (e se) a febre chegar, escreverei uma longa carta endereçando o pouco que possuo aos muitos que amo. E que não me amam.

[E se (e quando) a febre passar, relerei a carta-testamento e acharei tanta estupidez em suas linhas que ela parará no lixo... e com ela mais um capítulo das minhas Peripécias. A odisséia de Odisseu. A Sarasséia.]

No mais, deixe-me viver sem pensar na febre, na conta. Disse e repito que a alienação ante à vida só me faz bem.

2 comentários:

  1. Meu Deus do ceu, que posts do coracao mais apertadinho, hein, Sarinha! Quer falar sobre isso, meu anjo? Lembrando que tenho vasta experiencia com essa historia de morar sozinho, voce sabe disso!

    E tem outra coisa que voce sabe: que estou sempre aqui, ne?

    Um Beijao, fica com Deus!

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  2. Sarinha, o chato do Anatole France disse um dia que a vida nos ensina que só somos felizes as custas de alguma ignorância. Não acredito que precisamos plantar a ignorância, MAS, TALVEZ, regá-la de vez em quando não faça mal! E estamos ai, juntas e misturadas! Beijo na testa.

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