segunda-feira, 19 de abril de 2010

Past... pastoso.

Hoje eu quis jogar o passado fora. Assim, do nada.

Pudesse eu colocá-lo numa sacola, o faria. Papéis, fotos, tudo o mais que é físico. 
E em uma garrafinha colocaria as lembranças... fluídas.
Escorreria uma por uma e me esvaziaria. 
Caminharia em direção ao horizonte e a cada passo estaria mais leve. 

Fluindo.



Outras vezes já quis me desfazer de mim. Mas este processo é um pouco mais difícil.

Hoje eu acordei atrasada para uma vida inteira.

4 comentários:

  1. Ah Sarah, se tem algo que eu acho que eu nunca quis jogar fora foi o passado, apesar de que eu nunca fui um saudosista do tipo que gosta de reviver as coisas. Tenho minhas boas lembranças e tento dar as más o destino que merecem: o esquecimento.

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  2. Ah se o brilho eterno de uma mente sem lembranças fosse verdade né... http://monicawesley.blogspot.com/2010/03/lembrancas.html
    Um dia a gente esquece, ou pelo menos se lembra bem menos... leva tempo, mas acontece... =*

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  3. Dentro de uma sacolas dessas que poderíamos (se fosse possível) guardar o passado indesejado, poderíamos, sem querer e um tanto equivocadamente, jogar uma parte pulsante de nós. Seríamos - e eu tenho quase certeza disso - outras. Não sei se eu gostaria de ser outra. E eu também, como boa virginiana mandona, não quero que a Sara seja outra. E ponto-final!

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  4. rsrsrs
    Ok, Srta. Mandona! Não vou ser outra. Vivo entre o desejo de descartar o passado e o apego a tudo isso o que ele me trouxe... ah, doce angústia! rsrs

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