domingo, 8 de maio de 2011

Assim tropeça a humanidade.

Domingo. Segunda. Terça. Quarta. A vida inteira se desenrola à sua frente.

Há um espaço vazio em seu coração e você precisa preenchê-lo. 
Compra, come, faz, sorri, relaxa, corre, busca, transa, mata, vê.
Ainda lá o vazio. Corra mais ainda... ou reclame. E corra. E reclame.


Não, não é o amor que me basta. Não há nada que me preencha.
Eu quero mais. Só não sei exatamente mais do que.

Futilidade. É esse o meu nome.
Eu quero uma bolsa que combine com o meu sapato.
E compro um vestido.
E compro maquiagem.
E compro gasolina.
E compro um celular.
E compro brincos.
E compro um carro.
E compro uma bolsa para combinar com o carro...
Devagar eu compro e a cada minuto gasto um pouco mais de mim mesma.
Futilidade, isso eu não tenho.
É tudo essencial.



Essencial para quem? Para mim ou para você?
Você se gasta, me gasta, nos gasta. Não há nada além de si mesma.

Você quer tudo o que puder ser comprado,
mas nunca poderá comprar o que definitivamente preencherá o seu vazio.



Vazia.


Vadia.



Vagueio pela vida sem perceber como ela está vazia.




Vagueia pela vida sem perceber como ela está vazia. 
Otária.


E no mais, vazia.Vadia.
Vagando pela vida. 


E sequer perceberá quando a vida não estiver mais ali.


2 comentários:

  1. Pior que por mais consciência que se tenha, a gente cai no conto do consumismo fácil, fácil!

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  2. Ter nos faz brilhar aos olhos dos outros... quem não quer brilhar, né?

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