terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

20 minutos


Em 20 minutos as palavras preenchem o espaço em branco. O cursor pisca-pisca-pisca, o delete volta-volta-volta. E nesse vai-e-vem de letras, me preencho.

A cada dia um passo, um tijolo, um tempo a menos, algo a mais. Será que o tempo passa e para assim para todo mundo? Um passo a mais em direção ao abismo, mas cair significa voar... pelo menos por um tempo.


E voar por um tempo não é melhor do que marchar num mesmo ritmo para lugar algum até o horizonte (in)finitamente chato? Chato de plano, tão plano que fica até chato.

Caindo e caindo, abro os braços e sinto o vento assobiar louco pela queda, ensandecido pelo chão crescendo e crescendo.

O tempo não vai parar agora, ora bolas?? Claro que não. Não é assim que o tempo anda. Aqui, ele precisa correr. Precisa nos pegar pela mão e correr nas horas boas e nos segurar nas horas más. Não se sabe ao certo o motivo, talvez o tempo, pobrezinho, não tenha nada mais agradável para fazer a não ser rodar o relógio no sentido horário.

Assim como o infeliz do cursor que tem que ficar piscando-piscando-piscando, esperando o tempo parar e as palavras surgirem sorrateiras, atrás de uma prosa qualquer com o verso, esse chato, que vive a olhar o horizonte plano, cheio de planos chatos.

E os 20 minutos passaram e se foram. Arrastadamente apressados.





Um comentário:

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