segunda-feira, 7 de abril de 2014

Se alguém perguntar por mim...

Respondendo hoje a uma pesquisa, vi a seguinte pergunta “Você tem blog? Se sim, qual é o endereço?”.

Deu-se um clique *CLIQUE* e de repente o meu blog estava de novo em minha vida.

Há quase um ano deixei o último texto intitulado “All about a girl who can't stay”, mais precisamente no dia 14/04/2013. Não fosse a pesquisa, em uma semana faria meu primeiro aniversário consciente de ser uma “não-escrevente”.

Reli os últimos textos, buscando provas de mim e do meu sumiço.

Encontrei digitais inexatas, buracos negros e nada.
Encontrei nada.

Havia nada espalhado por todos os parágrafos. Até um eco ressoando nas paredes de um silêncio maluco.

Depois desse “CSI literário” me dei conta que sumi por sumir.

A vida é um mar, um mundão de água salgada. A nossa missão é continuar nadando.

Veio onda grande? Continue nadando.
Veio tempestade? Tubarão? Frio congelante? Continue a nadar.

Como a Dori ensina no filme “Procurando o Nemo”. Mas no filme o significado é otimista.

Aqui ‘continue a nadar’ significa ser chato, insistente. 
Quando a Vida mandar uma tonelada de água salgada sobre a sua cabeça, fique tranquilo, volte à superfície e continue a nadar. E lance de volta para ela aquele velho sorriso de “Manda mais”.

Todos sabemos disso, lá no fundo.

O segredo é “seguir a marcha, ir tocando em frente”. Mas às vezes nos esquecemos ou nos deixamos levar pela correnteza, para nos afastarmos de assuntos e pessoas, tentando fazer com que tudo isso seja menos dolorido. E pode ser que funcione. 

Ou não.


Sendo a Vida esse marzão sem fim é provável que você nade, nade, nade tanto e acabe encontrando as mesmas coisas deixadas para trás no caminho. Como eu reencontrei o blog enquanto nadava por aí. Basta a vontade das ondas para te trazer suas velhas posses de volta.