Antes havia...
Antes havia um sofá creme e os cochilos em seu abraço.
Havia ainda as plantas nos vasos esperando por água e cuidados.
Paredes, pias, portais.
Um silêncio aconchegante
onde pairavam os minutos e o pó agitado pelas persianas, num abre-e-fecha constante, buscando ou fugindo do sol.
Sol que entrava ávido por esquentar o que ali estava.
E que sempre encontrava as gotas de chuva equilibrando-se nas grades da janela.
Havia as promessas de uma rede, de dar a honra desta contradança à vassoura, de organizar as contas por mês... que sempre acabavam naquele sofá creme.
Havia.
Hoje é uma casa muito engraçada:
não tem você, não tem mais nada.
Só cadeira e parede e menina vazia.
Havia ainda as plantas nos vasos esperando por água e cuidados.
Paredes, pias, portais.
Um silêncio aconchegante
onde pairavam os minutos e o pó agitado pelas persianas, num abre-e-fecha constante, buscando ou fugindo do sol.
Sol que entrava ávido por esquentar o que ali estava.
E que sempre encontrava as gotas de chuva equilibrando-se nas grades da janela.
Havia as promessas de uma rede, de dar a honra desta contradança à vassoura, de organizar as contas por mês... que sempre acabavam naquele sofá creme.
Havia.
Hoje é uma casa muito engraçada:
não tem você, não tem mais nada.
Só cadeira e parede e menina vazia.
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