Assim tropeça a humanidade.
Domingo. Segunda. Terça. Quarta. A vida inteira se desenrola à sua frente.
Há um espaço vazio em seu coração e você precisa preenchê-lo.
Compra, come, faz, sorri, relaxa, corre, busca, transa, mata, vê.
Ainda lá o vazio. Corra mais ainda... ou reclame. E corra. E reclame.
Não, não é o amor que me basta. Não há nada que me preencha.
Eu quero mais. Só não sei exatamente mais do que.
Futilidade. É esse o meu nome.
Eu quero uma bolsa que combine com o meu sapato.
E compro um vestido.
E compro maquiagem.
E compro gasolina.
E compro um celular.
E compro brincos.
E compro um carro.
E compro uma bolsa para combinar com o carro...
Devagar eu compro e a cada minuto gasto um pouco mais de mim mesma.
Futilidade, isso eu não tenho.
É tudo essencial.
Essencial para quem? Para mim ou para você?
Você se gasta, me gasta, nos gasta. Não há nada além de si mesma.
Você quer tudo o que puder ser comprado,
mas nunca poderá comprar o que definitivamente preencherá o seu vazio.
Vazia.
Vadia.
Vagueio pela vida sem perceber como ela está vazia.
Vagueia pela vida sem perceber como ela está vazia.
Otária.
E no mais, vazia.Vadia.
Vagando pela vida.
E sequer perceberá quando a vida não estiver mais ali.
Pior que por mais consciência que se tenha, a gente cai no conto do consumismo fácil, fácil!
ResponderExcluirTer nos faz brilhar aos olhos dos outros... quem não quer brilhar, né?
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