Se alguém perguntar por mim...
Respondendo hoje a uma pesquisa, vi a seguinte pergunta “Você
tem blog? Se sim, qual é o endereço?”.
Deu-se um clique *CLIQUE* e de repente o meu blog
estava de novo em minha vida.
Há quase um ano deixei o último texto intitulado “All about a girl who can't stay”, mais precisamente no dia 14/04/2013. Não fosse a pesquisa, em uma semana
faria meu primeiro aniversário consciente de ser uma “não-escrevente”.
Reli os últimos textos, buscando provas de mim e do meu
sumiço.
Encontrei digitais inexatas, buracos negros e nada.
Encontrei nada.
Havia nada espalhado por todos os parágrafos. Até um eco
ressoando nas paredes de um silêncio maluco.
Depois desse “CSI literário” me dei conta que sumi por
sumir.
A vida é um mar, um mundão de água salgada. A nossa missão é
continuar nadando.
Veio onda grande? Continue nadando.
Veio tempestade? Tubarão? Frio congelante? Continue a nadar.
Aqui ‘continue a nadar’ significa ser chato, insistente.
Quando a Vida mandar uma tonelada de água salgada sobre a sua cabeça, fique
tranquilo, volte à superfície e continue a nadar. E lance de volta para ela
aquele velho sorriso de “Manda mais”.
Todos sabemos disso, lá no fundo.
O segredo é “seguir a
marcha, ir tocando em frente”. Mas às vezes nos esquecemos ou nos deixamos
levar pela correnteza, para nos afastarmos de assuntos e pessoas, tentando fazer
com que tudo isso seja menos dolorido. E pode ser que funcione.
Ou não.
Sendo a Vida esse marzão sem fim é provável que você
nade, nade, nade tanto e acabe encontrando as mesmas coisas deixadas para trás
no caminho. Como eu reencontrei o blog enquanto nadava por aí. Basta a vontade das ondas para te trazer suas velhas posses de volta.